quarta-feira, 25 de março de 2009

Em cartaz hoje.

De repente, o espetáculo acaba bem antes do esperado, pelo fato da protagonista do Palco da Vida ter se transformado em antagonista.
Ela não soube conduzir a trama e transformou o gênero romance em gênero drama.
Sem temer, não ousou em arriscar e não cogitou a hipótese da maré de emoções que iria enfrentar.
Para todo silogismo, há uma exceção.
No Teatro existe a máscara, na Vida, o coração.
Se a máscara cair, um coração irá partir.
A verdade tem seu alto preço e não deve ser falada em vão.
Difícil é demonstrar reais sentimentos neste Palco.
Difícil é ter alma de artista e não ter sua arte reconhecida.
Difícil é delimitar os personagens, sem conhecê-los profundamente.
Difícil é atuar sem na platéia ter uma só gente.
Atuar, viver, tanto faz, se este coração já não se encontra em paz.
O que a artista mais deseja, no momento, é voltar a brilhar como protagonista e só declamar lindas poesias de amor e esquecer que esse coração, um dia, já sentiu essa dilacerante dor.

terça-feira, 10 de março de 2009

Melancolia

É normal sentir saudade de algo que nem você mesmo sabe o que é?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Fantasias

Um belo dia, uma menina que não tinha o que fazer resolveu atender o pedido de uma amiga e decidiu acompanhá-la a uma loja muito suspeita.

Tal amiga estava prestes a contrair novas núpcias e procurava trajes para a futura lua-de-mel.

A amiga estava indecisa entre duas roupinhas mínimas, vulgarmente chamadas de "fantasias" e resolveu pedir a opinião da inocente menininha que não tinha o que fazer.

Eis o teor do diálogo:

Amiga: - O que você acha desse modelo de Chapeuzinho Vermelho?

Menina: - Eu acho que ele vai se empolgar e vai querer bancar o Lobo Mau. Aí você olha pra cima e pergunta: - E essa boca tão grande? E ele responde: - É pra te comer! O perigo é você olhar pra baixo e perguntar: - E esse *** tão grande? Ele vai adorar e responderá: -É pra te comer também!

A Amiga morre de rir. Não contente com a resposta supramencionada, pergunta novamente:

Amiga: - E essa fantasia da Tropa de Elite? Levo?

Menina: - Tu vai correr o risco dele bancar o Capitão Nascimento e gritar: -Pede pra sair! Agora pede pra entrar!

Quanta inocência dessa menininha que não tinha o que fazer!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A noite os gatos são pardos

O que adianta ter óculos se eu não posso usá-los nas baladas?
Quando os uso, fico com cara de intelectual. Se não os uso, enxergo mal.
Um dia inventei de sair a noite e enxerguei, pela primeira vez, divinamente bem.
Foco e zoom ajustados.
Mas sempre tem alguém pra estragar a nossa alegria.
Uma amiga minha me alertou que eu estava muito formal, com cara de intelectual.
Os óculos, segundo ela, fazia um contraste - nada interessante - com o meu look despojado.
Enfim, ralhou comigo, alegando que não dava pra ser, ao mesmo tempo, sexy e intelectual.
Desde esse dia os óculos não fazem parte da minha produção noturna.
E eu sofro. Ah, como eu sofro por não enxergar bem.
A minha miopia impede que eu reconheça ou admire alguém numa distância superior a dez metros. Por este motivo, meu zoom é péssimo.
Sem contar nas vergonhas que eu passo. Um dia eu ainda posto os micos que já paguei por não enxergar.
E o astigmatismo, por sua vez, impede que eu foque perfeitamente.
Conclusão: paquera zero.
Como é que eu faço pra convencer a minha mãe pra comprar um par de lentes para mim?
A culpa é dela, pois o defeito é de fábrica.

Imaginem o diálogo:
- Mainha, preciso usar lentes.
- Pra quê menina? Eu num já te dei teus óculos e mal eu vejo tu usando?
- Uso sim! Uso pra dirigir! Mas é que eu preciso das lentes pra outra coisa...
- Pega teus óculos e deixe de me aperriar...
- Mas Mainha, como diabo eu vou paquerar a noite se eu não enxergo nada?

Será que ela vai se compadecer com o meu pedido?

Se a noite todos os gatos são pardos, imaginem como é a noite de uma pessoa míope.
Mas se bem que as vezes, aqui em Fortaleza, é melhor não enxergar bem, pois os gatos nem pardos são. Eles são "gatos véios", não merecedores de nenhuma olhada, seja ela com lente ou não.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Celular autista.

Duas amigas insatisfeitas com seus aparelhos celulares conversam (não vou dizer que uma delas sou eu para não queimar meu filme):

Amiga X: - Amiga, tô tão lisa! Não tenho nem dez reais para colocar crédito no meu celular... Ele é o famoso "pai de santo": só "recebe" (chamadas).

Amiga A: - Quem dera que o meu celular fosse "pai de santo". Ele é pior! É autista!

Amiga X: - Autista? Como assim?

Amiga A: - Além de ele viver no seu mundinho próprio e não me obedecer, pois só funciona quando quer, ele nem realiza chamadas pelo mesmo motivo que o seu, nem muito menos recebe chamadas, porque ninguém me ama, ninguém me quer e ninguém me chama de meu amor.

A "Amiga X" morre de rir.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

C'est moi

Eu não gosto do abstrato, prefiro algo concreto.
Sem meio termos ou meias palavras, assim eu sou.
Assim eu vou.
A vida é muito curta para viver na expectativa.
Ajo sem medo de agir.
Eu sei que tudo posso conseguir.
Nunca irei me privar de nada, pois o que eu mais quero é viver.
Viver bem.
Viver zen.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A arruela e um grande parafuso.

Domingo, minha mãe comprou uma cadeira de escritório.
Daquelas de rodinhas, encosto e apoio para braços.
Ela estava numa caixa, na esperança de ser montada.
Hoje, como não tinha nada para fazer, decidi montá-la.
Eu não montei NA cadeira, mas sim, montei A cadeira.
Nunca imaginei que montar uma cadeira fosse tão divertido!
Só assim pude conhecer de fato uma arruela.
Até então, só conhecia tal termo através de uma "música" esdrúxula "cantada" pelo Tiririca (Ele é corno, mas é meu amigo. Ele é viado, mas é meu amigo. Queima arruela, mas é meu amigo...).
Ao lembrar-me desta música, também lembrei-me de um amigo de Recife.
Não citarei o nome dele, pois eu não quero ofender a honra do mesmo.
Embora ele seja corno, viado e queime arruela, ele é meu amigo.

Ri bastante com o Manual de Instruções da Cadeira.
Eis um trecho do mesmo:
"Fixar o mecanismo no assento com parafuso, arruela e uma chave de boca (não fornecida). Encaixar os braços no conjunto anteriormente montado...".

Portanto, posso dizer que hoje eu vi uma arruela.
Uma não, várias.
Não só vi, como segurei, enfiei o parafuso e apertei.
Na falta da chave de boca, apertei o parafuso enorme com as mãos.
Apertei o parafuso na arruela com tanta força que fiquei com calo no meu indicador direito.

Assim como a cadeira teve a esperança de sair da caixa para ser montada, tenho a esperança que esse meu amigo saia do mundo de Nárnia (ou armário) para ser montado.